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Brasil envia forças após ameaças de reinvasão em Apyterewa

Um juiz protegeu a terra Parakanã após áudios anunciarem o retorno de centenas de antigos ocupantes durante a eleição. Não houve entrada depois do envio, mas ameaças e danos persistem.

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Um juiz federal ordenou em 23 de outubro o envio de forças à Terra Indígena Apyterewa, no Pará, após indícios de reinvasão prevista para dia 25, data do segundo turno presidencial. A ordem respondeu ao MPF e a ameaças contra o povo Parakanã. Não houve entrada após o envio até o corte informado.

O processo inclui dez áudios recebidos por um homem Parakanã em 12 de outubro. Vozes diziam que 100 a 300 antigos ocupantes compravam lonas e ferramentas para voltar e mandavam indígenas sair, mencionando tiros. Os áudios provam ameaça, não participação de todos.

Algumas mensagens alegavam apoio político e ligavam o plano a possível vitória de Flávio Bolsonaro; Lula venceu. O MPF alertou que discursos contra demarcação comprometem a segurança, mas suposta coordenação oficial ainda exige prova.

Entre janeiro de 2019 e setembro de 2022, 30.347 hectares foram desmatados por madeira e gado ilegais, fazendo Apyterewa a terra indígena mais desmatada sob Jair Bolsonaro. Invasões limitaram os Parakanã a cerca de 25% antes das retiradas federais em 2023.

O episódio mostra que retirada não encerra o conflito. Estradas, pastos, cercas, redes econômicas e campanhas digitais apoiam retornos quando a política muda. A proteção conteve a ameaça eleitoral, mas presença curta pode apenas adiar invasão gradual.

Proteção duradoura exige patrulha, inteligência financeira e territorial, controle de gado e madeira, bloqueio de acessos e resposta rápida. A investigação deve identificar organizadores e separar pessoas enganadas, com devido processo sem criminalização indiscriminada.

Áreas abertas precisam de restauração e autoridade Parakanã sobre monitoramento e uso. Sucesso significa nenhum novo desmate ou assentamento, segurança, recuperação florestal e sanções, não só eleição sem invasão. A crise imediata foi contida; a garantia depende de continuidade.