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San Luis promove fertilização adaptativa para elevar a produção de milho

O INTA San Luis e o Ministério do Desenvolvimento Produtivo provincial capacitaram mais de 30 profissionais e estudantes sobre solos, fósforo, zinco, nitrogênio e uso agronômico de resíduos. A proposta troca receitas gerais por decisões ajustadas a cada área, safra e oferta de água.

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A Agência de Extensão Rural do INTA San Luis e o Ministério do Desenvolvimento Produtivo provincial reuniram mais de 30 profissionais de agronomia e estudantes da Universidade Nacional de San Luis. A oficina tratou de elevar a produção de milho na região Semiárida Central com decisões de adubação que respondam ao solo, à água disponível e ao rendimento possível em cada safra.

O ponto inicial foi entender a fertilidade como condição física, química e biológica construída ao longo dos anos. O centro de San Luis tem oferta hídrica variável, texturas arenosas que retêm pouca matéria orgânica e retirada de nutrientes frequentemente maior que a reposição. Esse saldo negativo pode levar o solo abaixo de níveis críticos e limitar a produtividade mesmo com outros fatores favoráveis.

Jorge Mercau e Juan Cruz Colazo afirmaram que fósforo e zinco exigem diagnóstico, limites regionais e estratégia de longo prazo. Reposição, manutenção ou retirada razoável devem ser escolhidas com análise de solo e histórico da área, não por uma dose única para toda a região. As redes de ensaios do INTA ajudam a calibrar recomendações para ambientes com respostas diferentes.

O nitrogênio requer a mesma precisão porque sua disponibilidade muda entre ambientes e safras. A oficina revisou mineralização da matéria orgânica, absorção pela cultura, imobilização microbiana e perdas por volatilização, lixiviação ou desnitrificação. Medir o nitrogênio mineral antes do plantio, até dois metros de profundidade, permite estimar a oferta real e evitar deficiência ou aplicações sem retorno econômico.

A forma de aplicação também altera a eficiência. A ureia deixada na superfície pode perder parcela importante como amônia, enquanto incorporação ou protetores adequados reduzem essa via. Nas experiências regionais apresentadas, a drenagem profunda do nitrogênio dos fertilizantes seria pouco provável; distinguir riscos dominantes de riscos presumidos direciona o investimento às melhorias comprovadas.

Colazo propôs transformar estercos, digestatos de biogás, efluentes agroindustriais e alguns resíduos minerais em recursos para solos com pouco carbono e fósforo. Sistemas produtivos de San Luis registraram ganhos de rendimento, nutrientes e matéria orgânica, mas o uso exige caracterizar materiais, definir doses, monitorar o solo e proteger águas superficiais e subterrâneas de contaminantes ou excesso.

A adubação adaptativa combina umidade armazenada, nitrogênio inicial e rendimento atingível para decidir talhão por talhão e ano por ano. O sucesso deve considerar produção, margem, balanço de nutrientes, carbono do solo, eficiência da água e ausência de dano à qualidade hídrica. Com monitoramento e regras, o milho pode sustentar agricultura, pecuária intensiva e indústria sem acumular degradação.