Baja California Sur aderiu à Jornada Nacional de Reflorestamento 2026 com a meta de 125.559 plantas em 831 hectares dos municípios de La Paz e Comondú. O lançamento estadual ocorreu no ejido El Rosario, onde autoridades, moradores e servidores públicos plantaram 300 exemplares adaptados às condições regionais.
A seleção inicial incluiu mezquite, cacto cardón, lomboy e palo Adán, espécies nativas associadas a ambientes áridos e semiáridos. Seu uso evita copiar modelos de florestas úmidas. Em um território com pouca água, temperaturas altas e chuvas irregulares, a correspondência entre planta, solo, local e estação é decisiva para a sobrevivência.
A informação oficial apresenta a jornada como início de um programa maior. Além das 300 plantas de El Rosario, uma primeira etapa prevê outras 2.550 na bacia de La Paz, enquanto Comondú recebeu ações simultâneas. A diferença deve permanecer clara: 125.559 é o objetivo projetado, não o balanço de exemplares já plantados.
O plano associa o reflorestamento a benefícios para biodiversidade, proteção do solo, adaptação e mitigação climáticas. Esses efeitos são possíveis, mas não automáticos. As plantas precisam se estabelecer, crescer e formar comunidades funcionais. A intervenção também não pode substituir a proteção da vegetação madura nem alterar ecossistemas naturalmente abertos.
Em zonas secas, o trabalho posterior costuma decidir o resultado. Proteção contra pastoreio, reposição de perdas, controle de invasoras, irrigação inicial quando necessária e acompanhamento por várias estações são tarefas essenciais. Contar exemplares entregues ou colocados mede esforço, mas a sobrevivência após um, dois e três anos indica melhor a restauração efetiva.
A jornada reuniu governos federal e estadual, Comissão Nacional de Áreas Naturais Protegidas e atores comunitários. Defensores ambientais do estado também tomaram posse. A participação ampliará a capacidade local se for convertida em responsabilidades definidas, recursos de manutenção e acesso público à localização e evolução das áreas tratadas.
O desafio dos 831 hectares será passar de uma mobilização visível a uma política verificável. Mapas dos locais, espécies e densidades, datas, disponibilidade hídrica e taxas periódicas de sobrevivência mostrariam quais técnicas funcionam em La Paz e Comondú. Publicar esses dados distinguiria uma campanha de plantio de um processo contínuo de restauração ecológica.