A Espanha encerrou em 31 de outubro a campanha de 2026 com 275.209 hectares afetados, segundo pior numero do seculo, atras de cerca de 355 mil em 2025. As duas temporadas somam aproximadamente 630 mil hectares, area comparavel a provincia de Tarragona.
O registro administrativo contou 8.122 ocorrencias e 45 grandes incendios acima de 500 hectares. Eles queimaram mais de 221 mil hectares, perto de 80% do total, mostrando como poucos extremos dominam o dano, embora milhares de focos consumam recursos.
A Protecao Civil informou 21 mortes, incluindo 15 em Los Gallardos, Almeria. A Situacao Operacional 3 de interesse nacional foi ativada pela primeira vez. Houve 63.152 evacuados, 35.073 confinados e 6.418 abrigados; evacuacoes preventivas acumuladas chegaram perto de 118 mil.
O total oficial difere do EFFIS-Copernicus, que estimou 301.560 hectares ate 28 de outubro e 42,9% dos 701.480 hectares da UE. O sistema deriva cicatrizes por satelite com cobertura e atualizacao distintas; os numeros nao devem ser somados.
O mapa confirma temporada mediterranea excepcional: Espanha, Italia e Franca lideraram, e paises mediterraneos reuniram cerca de 94% do total. Calor, combustivel seco e vento ampliam propagacao, mas cada ignicao exige investigacao e nao se atribui automaticamente ao clima.
Encerrar a campanha nao elimina risco. Encostas queimadas ficam expostas a erosao, enchentes, perda de solo e especies oportunistas. E preciso proteger pessoas e agua, estabilizar locais criticos e avaliar regeneracao antes de plantar indiscriminadamente.
A licao vai alem de combate: manejo continuo de combustivel, mosaicos agroflorestais, pastoreio planejado, protecao de casas, alertas e evacuacao inclusiva. Restauracao requer anos e relatorios devem distinguir ocorrencias, grandes fogos, area administrativa e satelite.