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Incêndios deixam mortos e provocam evacuações da Grécia à Bélgica

Um casal idoso morreu em Salamina e mais de 500 pessoas foram retiradas. Nas Altas Fagnes, o maior incêndio da história moderna belga queimou cerca de 3.000 hectares e mobilizou recursos terrestres e aéreos de vários países.

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Uma nova onda de incêndios atravessa a Europa sob calor intenso e vegetação seca. Na ilha grega de Salamina, um casal idoso morreu fora de casa na área costeira de Peristeria. Mais de 500 pessoas receberam ordem de retirada enquanto helicópteros lançavam água perto de zonas habitadas.

A emergência grega integra um mapa continental. Em Aragão, Espanha, um soldado morreu ajudando no combate a um fogo ativo havia uma semana e que ameaçava um mosteiro milenar. Também houve evacuações no oeste alemão e sudoeste francês, além de resgates em praias gregas ameaçadas.

O episódio mais excepcional ocorreu nas Altas Fagnes, reserva belga perto da Alemanha. O fogo iniciado na sexta-feira havia atingido cerca de 3.000 hectares até domingo e foi descrito como o maior da história moderna do país. Cerca de 600 moradores de Waimes e Bütgenbach, além de turistas, tiveram de sair.

Mais de 250 bombeiros e agentes participaram, incluindo equipes alemãs e agricultores que levaram água do lago Robertville com tratores. Dois aviões suecos e quatro helicópteros — dois belgas e dois holandeses — deram apoio aéreo, exemplo concreto de cooperação europeia numa emergência transfronteiriça.

O terreno dificulta o combate. Floresta densa, turfeiras e passarelas elevadas formam solo frágil onde veículos pesados podem afundar, tornando o ataque aéreo essencial. O lago Bütgenbach foi fechado para reabastecimento. Duas frentes rumo a Jalhay e Monschau estavam controladas no domingo, mas as condições seguiam complexas.

Portugal mantinha centenas de efetivos em vários fogos, e cinco bombeiros ficaram feridos quando seu veículo queimou perto de Dine. Na Croácia, outro incêndio num complexo turístico deixou um morto, 40 feridos e 1.200 retirados. O balanço regional seguia aberto e cada número descrevia uma crise em evolução.

O calor extremo favorece o fogo, e o aquecimento humano torna episódios assim mais frequentes e intensos. Isso não prova a origem de cada ignição, que exige investigação separada. A avaliação deve distinguir área, vítimas, casas, ecossistemas, controle real dos perímetros e cooperação antes da próxima onda.