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Colômbia suspende queimadas rurais controladas diante do risco de incêndios

A Resolução 1070 suspendeu temporariamente as queimadas abertas controladas em todo o território rural colombiano. A medida responde ao El Niño, a 539 municípios em alerta e a 600 incêndios que afetaram 14.872 hectares até 15 de agosto.

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A Colômbia suspendeu temporariamente as queimadas abertas controladas nas áreas rurais de todo o país para reduzir a probabilidade de novos incêndios florestais. O Ministério do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável formalizou a decisão na Resolução 1070, de 21 de agosto de 2026. A restrição responde a altas temperaturas, pouca chuva e vegetação seca associadas ao El Niño.

A suspensão alcança usos autorizados do fogo para preparar solo agrícola, fazer decapeamento na mineração, manejar restolho ou resíduos de colheita e controlar efeitos de geadas. Não se limita a incêndios ilegais: retira temporariamente a autorização geral de práticas que podem escapar ao controle mesmo planejadas, com vento, calor e baixa umidade. Também reduz fumaça e partículas em áreas rurais e cidades próximas.

A escala do risco sustenta a medida. Até 15 de agosto, 539 municípios tinham algum alerta por incêndio de cobertura vegetal: 235 em vermelho, 177 em laranja e 127 em amarelo. A Unidade Nacional de Gestão do Risco de Desastres havia registrado 600 incêndios em 226 municípios de 21 departamentos, com cerca de 14.872 hectares afetados.

A emergência continuava ativa no anúncio. A atualização de 22 de agosto listava treze incêndios ativos e dez controlados; onze dos ativos estavam em Tolima e os demais em Cundinamarca e Norte de Santander. São retratos operacionais que mudam durante o dia, mas mostram por que uma fonte adicional de ignição é perigosa quando as equipes já estão mobilizadas.

A proibição não é absoluta nem permanente. Autoridades ambientais podem autorizar queima em territórios específicos com justificativa técnica e prova de que não aumentará o risco. A suspensão terminará automaticamente quando o IDEAM informar oficialmente o fim das condições de El Niño que a motivaram. Até lá, violações podem gerar processos, multas, medidas policiais e ações penais por delitos ambientais.

Aplicar a norma exige alternativas para produtores e comunidades. Triturar ou incorporar resíduos, compostar, controlar ervas mecanicamente e adaptar calendários substituem parte do fogo, mas precisam de máquinas, trabalho, assistência e recursos. Sem apoio, uma proibição nacional pode empurrar a prática para a informalidade ou impor custos desproporcionais a pequenos agricultores dependentes de técnicas baratas.

Os resultados devem ser medidos por ignições evitadas, área queimada, qualidade do ar, cumprimento das exceções e acesso real a alternativas produtivas. Autorizações extraordinárias, mapas diários e sanções precisam ser públicos, com coordenação entre autoridades, municípios, bombeiros e comunidades. A suspensão remove uma causa evitável durante a crise; monitoramento, restauração e preparação para um El Niño prolongado decidirão sua eficácia.