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Super Niño 2026: alerta máxima na Argentina por uma possível enchente sem precedentes no rio Paraná

O município de Zárate, no norte da província de Buenos Aires, prepara-se para uma possível cheia histórica do rio Paraná devido à chegada iminente de um "Super Niño". Com anomalias de temperatura de até 7 graus no Pacífico, o fenômeno pode superar os eventos de 1997 e 2015, e assemelhar-se ao de 1877-1878, com impactos na Bacia do Rio da Prata entre outubro e fevereiro.

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O norte da província de Buenos Aires está em estado de alerta devido às projeções meteorológicas que antecipam a chegada de um "Super Niño". O prefeito de Zárate, Lisandro Matzkin, alertou para uma possível cheia histórica do rio Paraná, com níveis não registrados há mais de 30 anos. O município já trabalha em um plano de prevenção junto com forças de segurança e armadas para coordenar operações de assistência e evacuação[reference:50].

Especialistas como Rodrigo Rodríguez Tornquist ressaltam que este episódio é mais pronunciado do que os de 1997 ou 2015, assemelhando-se apenas ao ocorrido em 1877-1878. Enquanto uma anomalia tradicional de El Niño oscila entre 2 e 3 graus acima do normal, os modelos atuais relatam zonas com anomalias entre 5 e 7 graus, um cenário classificado como "contundente" e "desafiador"[reference:51].

Embora mais de 30 modelos confirmem o fenômeno, ainda não está claro onde ele atingirá com maior intensidade. O engenheiro em recursos hídricos Hugo Rorman explicou que só em julho ou agosto haverá uma definição sobre quais zonas sofrerão as maiores chuvas: a pampa úmida, o litoral argentino ou as bacias no Brasil e no Paraguai. Apesar da incerteza, as estatísticas são claras: 90% desses fenômenos resultam em grandes precipitações ou cheias extraordinárias do Paraná[reference:52].

A NOAA alertou que o El Niño pode se tornar um dos eventos mais intensos já registrados. A probabilidade de que atinja a categoria "muito forte" aumentou de 63% para 81% para o período de outubro a dezembro. Esse fenômeno é caracterizado por um aumento das temperaturas no Pacífico equatorial, que deve superar a média em 0,5°C por vários meses[reference:53].

Historicamente, os eventos fortes de El Niño aumentam as chuvas na Bacia do Rio da Prata. As províncias mais afetadas podem ser Entre Ríos, Santa Fe, o leste de Córdoba e o norte de Buenos Aires, além do Uruguai, Paraguai e sul do Brasil. As chuvas se apresentariam na forma de tempestades intensas e cheias de rios durante a primavera e o verão[reference:54]. Estima-se que o pico de impacto será sentido entre outubro e fevereiro, obrigando a revisar sistemas de drenagem, canais e estações de bombeamento[reference:55].

O fenômeno também traria riscos como inundações urbanas e rurais, complicações logísticas e perdas produtivas. Os antecedentes mostram que um mesmo episódio pode ter efeitos positivos em algumas regiões agrícolas e danos significativos em outras, especialmente na região pampeana[reference:56]. Um dos maiores riscos é o impacto sobre as bacias dos rios Paraná e Uruguai, onde as chuvas no sul do Brasil podem aumentar os caudais e provocar cheias sazonais até março ou abril, mesmo depois que o El Niño começar a enfraquecer[reference:57].

A NOAA também alertou que este episódio se desenvolve num contexto de temperaturas oceânicas recorde, o que pode intensificar fenómenos extremos como ondas de calor e tempestades severas[reference:58]. O "Super Niño" 2026 representa um desafio histórico para a região. A recomendação dos especialistas é clara: não se paralisar pelo medo, mas preparar-se com medidas de prevenção e coordenação interinstitucional[reference:59].